Eu praticamente cresci jogando videogames, e muitas pessoas que conheço (uns 90%) também. Lembro bem do dia que ganhei meu Super Nes, que trouxe consigo Super Mario Bros., um clássico, Mortal Kombat 2, entre outros. Ele trouxe momentos inesquecíveis para mim, como quando eu e minha irmã fechamos Donkey Kong Country pela primeira vez.
Depois de um tempo veio meu Nintendo 64, quando chorei ao descobrir que meus pais tinham trocado uma viagem com a escola por ele. Foi com ele que fiz meu primeiro "sacrifício", quando optei por não ter minha festa de aniversário para ganhar The Legend of Zelda: Ocarina of Time, na minha humilde opinião o melhor jogo de todos os tempos. Hoje tenho um Playstation 2 que roda quase que exclusivamente Pro Evolution Soccer, Need For Speed, Gran Turismo e Burnout, apesar de eu ter quase 70 jogos nos meus estojos.
Falei isso para dizer que, como aspirante a publicitário, vejo os games como parte muito importante no nosso mercado. Não é de hoje que as empresas investem para terem suas marcas expostas nas telas de milhares de jogadores ao redor do mundo, e a tendência é essa presença só aumentar.
Para fortalecer um pouco esse ponto de vista, dê uma olhada no vídeo que a Eletronic Arts apresentou em Cannes nessa semana (créditos do vídeo ao Fabiano Coura):
Mais do que uma vitrine para as marcas, os games passaram a ser parte dos jogos após algum tempo. Peguemos um exemplo não tão recente de uma marca que patrocinou um pedaço do jogo em si: Em Need For Speed: Most Wanted, há o desafio Burger King, que só é habilitado quando o jogador termina o modo carreira. Isso sem contar as lojas da rede que poderiam ser encontradas ao longo do jogo.
Mas a evolução da exposição no mundo gamer não para por aqui. Muitas marcas se aventuraram a criar seus próprios jogos em hotsites para atingir seus públicos e obtiveram sucesso. Isso foi maximizado com a chegada do iPhone, onde os jogos se tornam portáteis. Um dos exemplos mais comentados é o jogo criado para a Volkswagen com o intuito de divulgar o Polo GTi:
Qual seria o próximo passo? Tudo indica que os jogos sociais sejam os próximos. Nessa hora, vale lembrar que o Farmville possui mais usuários que o Twitter, por exemplo, e outros tantos abarrotam o Facebook. A Hasbro tem seu Scrabble Online no FB para divulgar o jogo de tabuleiro, e confesso que eu, pelo menos, fui seduzido pelo pequeno aplicativo.
O lado bom de um jogo social é poder compartilhar com outras pessoas seus rankings, convidá-las para juntar-se ao game e gerar uma experiência integrada. Com isso, todos saem ganhando, tanto os jogadores quanto as marcas, que veem nos jogadores os maiores propagadores de sua mensagem.
E o que dizer do Foursquare? Por mais que seja uma rede social baseada na troca de informações sobre locais interessantes para frequentar, não deixa de ser um jogo (e um dos que mais cresce na atualidade, diga-se de passagem, com crescimento de quase 500% só em 2010). A coleta de medalhas e a possibilidade de virar Prefeito tornam o aplicativo num jogo real a partir do momento que os usuários aceitam os desafios do Foursquare.
Acredito que o mais interessante de um game aliado à propaganda, independente de sua forma, é o fato de gamers serem pessoas fiéis ao que jogam, sendo verdadeiros fanboys dos jogos. Vira e mexe me pego em discussões com meus amigos sobre qual plataforma é a melhor, e cada um defende seus argumentos com unhas e dentes. Atingir esse público de forma certeira é uma forma inteligente de se obter sucesso.
Outro fator curioso é de que todos estamos expostos aos jogos. Cada pessoa tem um game com que possa se identificar com mais afinidade, mas tem. E, como dito anteriormente, os jogos sociais e mobile só facilitam as coisas em termos de acessibilidade. Mais do que isso, interatividade é algo que muitas marcas vem buscando para oferecer, e os games são um ótimo exemplo.
Claro, existe o argumento de que interatividade por interatividade somente não oferece nada de novo e de útil, não sendo, então, uma experiência memorável. Mas o que dizer de um jogo que prenda o player por algumas horas? Se a pessoa aguentou jogar algo por mais de 5 minutos, é muito provável que ela vá repetir a jogatina posteriormente.
Eu ainda prefiro minhas partidas de Pro Evolution Soccer e meus "rachas" em Need For Speed. E você? Qual jogo é mais seu perfil? E você acha que uma marca conseguiria te conquistar com um game?
♫10 Years - Beautiful
terça-feira, 22 de junho de 2010
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