domingo, 20 de junho de 2010

Twitter e o caso PP1

O Twitter ainda parece para muitos uma ferramenta extremamente inofensiva de troca de informações. Para outros, um chat aberto, quando se poderia estar usando o MSN (confesso que o uso dessa forma algumas vezes...). Outros já perceberam o poder monstruoso dos 140 caracteres e empresas já começam a se agitar para utilizá-lo com o fim de gerar relacionamento com seu cliente.


Nada de anormal, por enquanto.




Uma das características que mais me chamam atenção no Twitter é o poder que um grupo pode ganhar e como suas vozes são amplificadas por conta da troca de mensagens no microblog. Recentemente, tive o prazer de fazer parte de um caso onde um desses grupos conseguiu chamar atenção por conta de um motim digital.


O cenário: Na minha universidade, temos três notas que, compostas, resultam no 10 de média. São elas: Atividades em sala, prova oficial, e Projeto Integrado (Ah, o tão temido PI...). O que ocorreu foi que alguns professores, ao final do semestre, não divulgaram nota alguma no sistema da faculdade, mesmo depois da entrega de todos os trabalhos e todas as provas feitas. Há uma semana dos exames de recuperação, algo precisava ser feito!


E é aqui que o Twitter entra. Várias pessoas da minha sala, inclusive eu, começamos um protesto silencioso na rede. Trocamos mensagens entre nós, criamos uma hashtag que, por mais que não levasse a lugar algum, várias pessoas anexaram em seus twitts. O representante da sala chegou a criar um e-mail para que todos pudéssemos formalizar nossas reclamações e levá-las à coordenação. Isso aconteceu em uma quinta-feira. Na sexta-feira os professores se manifestaram pelo próprio Twitter para acalmar a turba e dizer que divulgariam algumas notas até o fim do dia. às 18 horas de sexta, nossas notas do PI foram divulgadas na Internet.


Agora, vejamos o que aconteceu nessa quinta-feira: Um grupo de estudantes reivindicou seus direitos abertamente e, juntos, conseguimos uma atitude das autoridades responsáveis pelas nossas notas. É a Revolta 2.0, algo semelhante ao que nossos pais faziam quando iniciavam um protesto dentro de suas faculdades. Minha mãe me disse uma vez que a turma dela foi responsável pela criação do Centro Acadêmico da área de comunicação na faculdade. De certa forma, foi isso que minha classe fez, mas utilizando as ferramentas que temos à nossa disposição. É o modo Y de conseguir seus direitos.


Claro, falar que uma nota é a maior prova da conquista das redes sociais é um tanto quanto pretensioso demais. Mas já não tivemos uma lei aprovada no Senado por conta de um movimento iniciado no Twitter? E o que dizer do exemplo clássico de Obama? Isso é para ilustrar o poder que as redes vêm ganhando, e como nossa geração as estão usando. Muitos dizem que essa geração é uma geração perdida, que não vai às ruas, etc e tal, mas essas pessoas precisam abrir um pouco seus horizontes e perceberem que não é bem esse o rumo que estamos tomando...


E você? O que acha sobre isso?


♫Korn - Hushabye


Post dedicado ao pessoal da turma PP1 do 3º semestre Noturno da Universidade Metodista de São Paulo

3 comentários:

Tulio Vitoretti disse...

Muito interessante o post e a história por trás dele. Realmente o twitter tem se mostrado tudo menos a sua proposta inicial.

Já vimos micro-celebridades surgirem e sumirem nele. Jã vimos protestos e campanhas serem organizados nele. Já vimos blogs saírem do quase anonimato para topo das listas de mais visitados.Ao contrário da premissa que era dizer o que você está fazendo no momento.

É uma ferramenta de poder incrível tanto em agilidade como em liberdade. E por menor que seja essa realização para pessoas (como eu) que não estudam na Metodista é uma prova de que através dele é sim possível fazer-se ouvir.

Muito legal o post espero ler coisas assim sempre por aqui.

Só algumas dicas o começo do post está um pouco estranho. Em "O Twitter parece, para muitos, ainda uma ferramenta extremamente inofensiva de troca de informações e para outros um chat aberto quando se poderia estar usando o MSN". A frase está um pouco difícil de ler e assimilar.

Também acho legal usar o Jump Break do Blogger para dividir a introdução do resto, assim deixando a Home do blog só com uma ideia do que o post fala e fazendo com que o leitor acesse o post em si para ler todo o conteúdo.

Redivo disse...

Cara, curti, tambem espero ler mais post interessantes como esse por aqui \o

E o twitter da diariamente provas de seu poder, basta lembrar do CALA BOCA GALVAO

mas aí vai de cada um usar o twitter pra essas inutilidades comicas ou para jogadas publicitárias e tals, como já vem ocorrendo.

Felipe Tercetto disse...

Twitter é umas das ferramentas mais poderosas já existentes.

E acho que os professores aprenderam isso, de certa forma.

Postar um comentário